Confira a entrevista com o Dr. Oldach Pitombo sobre: Criptorquidia (Testículo oculto ou não descido).

1- O que é Criptorquidia?

O termo Criptorquidia tem sido utilizado para se referir a testículos não posicionados adequadamente na bolsa testicular. Eles podem simplesmente não existir ou não ter concluído sua migração do sítio onde são formados no interior do abdômen até o escroto.

2- Qual o melhor método para diagnosticar esse problema?

Os testículos não descidos são classificados de acordo com sua avaliação durante o exame físico em palpáveis e não palpáveis. Portanto, o diagnóstico deve ser realizado durante consulta médica com um urologista. Caso o testículo não seja identificado, o paciente será reexaminado sob anestesia geral e, persistindo o achado, dever-se-á proceder a introdução de uma câmera dentro do abdômen para a pesquisa do testículo (procedimento chamado Laparoscopia Diagnóstica). Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia e ressonância não são capazes de garantir ou afastar a existência do testículo não palpado.

3- Qual o melhor tratamento para Criptorquidia?

A melhor opção de tratamento é o reposicionamento cirúrgico do testículo fixando-o dentro da bolsa a partir dos 6 meses de idade (isso em crianças nascidas numa gestação termo). Até esta faixa etária, existe chance da descida espontânea. Idealmente, a correção deve ocorrer antes dos 12 meses de vida (no máximo, não ultrapassar os 18 meses). A partir daí, nota-se progressiva perda de células germinativas e de Leydig essenciais para futura produção seminal.

4- Existe alguma medicação que faça o testículo “descer ” para o local correto?

Existe opção de tratamento não cirúrgico através da administração de hormônios (hCG e os análogos de GnRH), porém a taxa de sucesso não supera 20%. O nível de evidência da eficácia destas medicações é baixo. Não há consenso sobre seu uso.

5- Quais os riscos do tratamento cirúrgico dessa condição?

O risco associado a cirurgia é atrofia testicular. Os riscos inerentes a Criptorquidia são: infertilidade e aumento da chance de malignização (se tornar um câncer).

 

Para mais informações consulte um urologista.

Uroclínica da Bahia

Fone: (71) 2626 3030

 

DR. OLDACH PITOMBO
Chefe do Setor de Urologia Pediátrica do Hospital Martagão Gesteira (2000-2015);
Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Urologia;
Preceptor do Serviço de Urologia do Hospital São Rafael;
Sócio fundador da Uroclínica da Bahia.

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