Confira a entrevista com a Dra. Maria Luiza Veiga – Fisioterapia pélvica no tratamento da incontinência urinária.

O que é a Fisioterapia Pélvica?

É a área da Fisioterapia que trata as disfunções do assoalho pélvico, relacionada com os músculos que estão ao redor da vagina ou pênis e do ânus, e os órgãos desta região, como a bexiga, o útero e o reto. Utiliza recursos como exercícios, eletroestimulação, biofeedback eletromiográfico ou de pressão e diversos recursos complementares. Um dos objetivos é normalizar a função desses músculos.

Quando a fisioterapia pélvica está indicada?

A fisioterapia é indicada para mulheres com queixa de incontinência urinária (perda de urina) ou fecal (perda de fezes); constipação (prisão de ventre); prolapso dos órgãos pélvicos (saída de algum órgão pélvico pelo canal vaginal); disfunções sexuais, como anorgasmia (ausência de orgasmo), dispareunia (dor na relação sexual) ou vaginismo (contrações dos músculos, impedindo a penetração). Os homens que fizeram cirurgia para retirada da próstata também podem ser encaminhados para o tratamento da perda de urina, além das crianças que fazem xixi na cama ou molham a roupa íntima durante o dia.

Quais as taxas de sucesso da fisioterapia pélvica para tratamento da incontinência urinária em mulheres com incontinência de esforço?

O treinamento muscular do assoalho pélvico é recomendado como primeira opção de tratamento para mulheres com sintomas de IU de esforço. A taxa de sucesso varia de acordo com os fatores de risco (idade, tabagismo, obesidade, muitas gestações, entre outros). As mulheres mais jovens e com IU mais leve podem obter maior taxa de sucesso, com mais de 70% de continência. Entretanto, mulheres que serão submetidas à cirurgia para correção da IU podem fazer treinamento no pré e pós operatório para maior sucesso da técnica à longo prazo.

Quais as taxas de sucesso da fisioterapia pélvica para o tratamento de incontinência urinária em homens após prostatectomia radical?

A Fisioterapia pélvica melhora a taxa de continência em até 88% nos pacientes após cirurgia de próstata. Além disso, quando realizada a fisioterapia existe uma chance de mais de duas vezes de sucesso ao comparar os pacientes que não realizaram o tratamento fisioterapêutico. Para alcançar o sucesso, o programa de treinamento deve incluir um conjunto de exercícios escolhidos para cada paciente e sua necessidade.

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Uroclínica da Bahia
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Maria Luiza Veiga
Fisioterapeuta Pélvica
CREFITO 61.644-F

Doutora em Medicina e Saúde Humana pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

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